Dead Memories

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5/06/11 às 4:00a.m: “— Querido diário. Quem diria, quem imaginava, que eu encontraria a “metade da minha laranja”. Sabe, o nosso amor, parece com aqueles filmes de amor que passam na tv no dia dos namorados. Aquela coisa super clichê, mas com ele se torna especial. Realmente, o nosso amor vai mas do que o “para sempre” dito em contos de fadas. Ele me liga às 2h da madrugada, para dizer o quanto me ama. Faz declarações de amor em público e ainda diz o quanto eu sou idiota por gostar de um cara tão bobo. É, ele é bobo sim, mas é meu bobo. Apenas meu.”  Ela é interrompida com a ligação de seu futuro marido.

— “Oi meu amor.
— Ei, desculpa te acordar, mas é que eu preciso te dizer algo…
— Tudo bem pequeno, nem estava dormindo. Então, o que tens a dizer?
— Será difícil dizer, mas eu preciso fazer isto. Temos que terminar…
— Mas… E aquele amor que sentíamos um pelo outro? Aquela coisa de “eu te amo” e aquela coisa do “pra sempre”? Acabou ou foi tudo uma ilusão e, mas uma vez quem se iludiu fui eu?
— É, me desculpe.
— Sabe o que eu não entendo?
— O que?
— Dizem, que quando é amor, nunca se acaba.
— Então não era amor.
— Você faz isto parecer tão…
— Tão o que?
— …Tão fácil. Tão fácil para você. Faz-me parecer, que tu nunca sentistes nada por mim.
— Me desculpe mais uma vez”.


5/06/11 ás 4:30a.m: Ela desligou o telefone sem ao menos dizer um “adeus” e se pois a chorar. Chorava de soluçar a cada vez que lembrava de momentos vividos com aquele “sujeito” que seria a definição perfeita para “amor eterno”. “— Mas porque teve que acabar? Não se termina algo tão perfeito”. Tanto amor acaba de virar um “mar de rosas”. Todos aqueles “eu te amos” foram jogados no lixo, assim como todas as outras coisas que a fazia lembrar-se dele. Uma dor imensa acabará de se tornar tua melhor amiga. Ela continuava a se perguntar: “— Mas porque isto tinha que acontecer comigo? Porque tudo terminou sem nenhuma explicação? Por quê?”. Talvez assim, teria sido menos dolorido. Sua maquiagem agora se transformara em lágrimas. Lágrimas que não conseguiam parar de cair, séria assim para sempre? Apenas acabou assim, “acabou e pronto”. É que talvez ela tivesse amado demais, e acabou sofrendo muito mais. E esta dor? O tempo curaria, mas não por completo.


9/09/11 às 18:30 p.m:  A campainha toca, um silêncio que por um segundo poderia acabar, parecia como da primeira vez, olhos brilhando, pernas tremulas, mãos geladas, sorriso bobo no rosto, mas no fundo daqueles olhos cheios de brilhos uma dor escondida que não poderia ser dita e muito menos entendida…

— “O que tu faz aqui? (A pergunta não seria esta e sim, ”Porque aquele sentimento tão lindo acabou?”. Mas faltava coragem para dizê-las.)
— Estas coisas aqui fora, são nossas fotos, ou melhor, lembranças do nosso lindo amor?
— O que te preocupas tanto? O nosso amor que já se acabou ou estas lembranças falsas de um amor falso?
— Não digas isto, não sabe o quanto dói ouvir estas palavras que saem desta tua boca.
— Viu como dói? Como palavras mal faladas em momentos errados machucam?
— Eu não queria te machucar.
— Lamento dizer, mas tu fizestes a palavra “machucar”, tornar meu pior pesadelo durantes meses.
— Hm…
— Então, digas, digas o que veio fazer até aqui?
— Eu vim tentar me explicar.
— Se explicar? Depois de meses você resolve vim até aqui, achando que com algumas desculpas, me terá de volta. O que te faz pensar isto?
— O quão eu fui idiota, por deixar o  amor de minha vida, escapar de meus braços. O quão eu ainda continuo sendo idiota por ter te perdido.
— ….
— Você disse, que quando é amor, nunca se acaba.
— Não era amor, você deixou isto bem claro. Talvez, fostes apenas um passa-tempo, no qual nós dois, confundimos com um “quase-amor”.
— Me perdoe pequena? “


7/08/11 às 2:00 a.m: “— Ela me amava de verdade, e então eu quebrei seu coração em milhões de pedaços. Nunca fui bom o bastante para a minha futura mulher, mãe dos meus filhos. Eu não merecia ouvir tantos “eu te amo” de tua boca. Eu fui o pior namorado que alguém já teve. Ela ligava para mim na madrugada, procurando saber se eu já estava em casa, enquanto eu? Mentia. Falava que sim e na verdade estava com um copo de cerveja na mão aos beijos de uma vadia qualquer. Talvez, eu mereça mesmo ficar sozinho. Ninguém merece alguém como eu. Alguém que só “usa e depois joga fora”.  Mas eu percebi uma coisa neste tempo todo. Ela foi à única mulher que eu amei de verdade. Mas nunca disse isto á ela, pois meu orgulho era maior. E quer saber? Eu ainda a amo. E me sinto, o maior idiota do mundo, por deixar o amor da minha vida, partir.


9/09/11 às 18:39 p.m:  Ela fecha porta, sem dizer mais nada. E sim, aquele parecia realmente o fim, de um amor de “contos de fadas”.  Ela segurou suas lagrimas e disse para si mesma. ”— Eu sou forte”. Aquilo soou tão patético, pois ela sabia que mentir para si mesmo, não adiantaria em nada. Que engraçado ele apenas pediu desculpa pelo teu erro cometido, mas nem sequer  insistiu para ter-lá de volta, ele não lutou por aquilo que tanto queria…O tempo foi passando, e o sofrimento aumentando. “— Afinal, amar é sinônimo de sofrer.”  Passaram-se 4 anos, dias meses e anos de angústia. Ele resolveu novamente, ir atrás dela mas descobriu que ela havia se mudado. . “— Ninguém agüenta viver em um lugar, onde construiu uma linda história de amor que terminou à tempos. — Ela.” Ele resolveu seguir em frente, assim como ela fez. Eles eram novos demais para saber o que era amor de verdade, novos demais, para saber que, “quando é para ser, será” e que o destino, foi traçado para que ambos, ficassem juntos para sempre.  
— Palloma m. ft. Gabrielly g.

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